O Rio Grande do Norte ficou em segundo lugar no Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico dos Estados (IDSE). É o que aponta um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que avaliou os indicadores de desenvolvimento na região Nordeste em 2007. O Estado, com índice de 46,8, ficou atrás apenas de Sergipe, com 48. Os dois estados figuram no grupo de médio desenvolvimento.

O estudo concluiu que todos os estados do Nordeste apresentaram uma evolução significativa de renda, em função do crescimento agregado do país, dos investimentos privados e do programa Bolsa Família, mas relata, também, que na maioria deles, os indicadores de saneamento básico, educação, pobreza e desigualdade e moradia mostram que o desenvolvimento não beneficiou a todos igualmente.

A governadora Wilma de Faria comemorou a divulgação do estudo e disse que o seu governo vem buscando promover o desenvolvimento de forma homogênea, contemplando todas as regiões do Estado levando o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi), não só à capital, mas também ao interior do Rio Grande do Norte. O Proadi é um programa de concessão de incentivos fiscais voltado para a instalação de empresas em território potiguar, por meio dele, ampliam-se os investimentos e o número de empregos.

"Ficamos muito felizes com essa informação. A Fundação Getúlio Vargas é uma instituição séria e idônea. Já tínhamos o melhor IDH da região e agora temos também o melhor indicador de Desenvolvimento Socioeconômico, isso só mostra que estamos no caminho certo", disse a governadora Wilma de Faria.

Ela destacou que embora contenha elementos que já eram conhecidos pelo Governo, o fato de ter sido conduzido por instituição de grande credibilidade e absoluta isenção, numa referência à Fundação Getúlio Vargas, o levantamento mostra que as escolhas de seu governo, as prioridades que ela discutiu com a sociedade local e implementou "estavam corretas". A constatação, acrescentou, é comprovada, agora, por especialistas de fora do Governo.

As obras estruturadoras nas áreas de saneamento, habitação, infraestrutura viária (pontes e estradas), geração de energia, aliadas à melhorias na prestação dos serviços públicos de educação, saúde e segurança (mesmo enfrentando obstáculos históricos) efinalmente, os programas sociais integrados, estimuladores da emancipação das pessoas, sabíamos, resultaria nesta destacada elevação do Rio Grande do Norte diante dos Estados do Nordeste e até do Brasil.

"Nem sempre há reconhecimento interno a estes avanços, mas, certamente, uma abordagem destas, ainda que venha de fora para dentro, nos traz grande estímulo à continuar na luta pelo desenvolvimento do Estado", enfatizou.

O QUE É O IDSE – O Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico dos Estados (IDSE) é um estudo que analisa 30 variáveis e é considerado mais fiel que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele faz o cruzamento de pesquisas oficiais como Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho. Destaca, ainda, os avanços socioeconômicos da região Nordeste e apresenta os focos de políticas públicas que precisam de revisão. O aumento da renda está entre os fatores positivos, porém o desempenho na área social oscila conforme as prioridades políticas.


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