A empresa Porcellanati Revestimentos Cerâmicos, em implantação no Distrito Industrial de Mossoró, deverá entrar em funcionamento no final do ano com uma produção inicial de 1 milhão e 100 metros quadrados de pisos, volume muito acima do que estava previsto anteriormente, que era de 350 mil metros quadrados. O investimento é da ordem de R$ 110 milhões. A informação foi dada pelos próprios dirigentes da empresa, John Victor Mueller e Gustavo Cancellier, respectivamente diretor-geral e diretor industrial, durante audiência na manhã desta sexta-feira (06) com a governadora Wilma de Faria.

De acordo com Mueller, o atraso da instalação em terra potiguar daquela que será a maior fábrica de cerâmica da América Latina deve-se principalmente à mudança estratégica da empresa, que acarretou na necessidade de reformulação do projeto técnico. "Decidimos viabilizar a instalação numa única etapa, e não mais em duas, como foi projetada antes", explicou. Revelou ainda que alguns entraves na liberação do financiamento pela Sudene também foram superados.

Mueller reconheceu o empenho do governo estadual em assegurar o empreendimento para o Rio Grande do Norte, agradecendo inclusive à intervenção da governadora Wilma de Faria junto ao Ministério da Integração e à Sudene para acelerar o processo. Admitiu ainda que os incentivos fiscais oferecidos pelo governo, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi) e Programa de subsidio ao gás (Progás), também contribuíram para a empresa se estabelecer em Mossoró, descartando convites de Sergipe, Pernambuco e Ceará. Além disso, contou a favor matéria-prima abundante (feldspato e caulim), disponibilidade de gás natural e a localização geográfica do estado, próximo a grandes centros importadores como Estados Unidos, Canadá e América Central.

"O governo acredita na importância dessa fábrica para a economia da região e do Estado, e, em função disso, tem feito os esforços necessários na área de sua atuação para a consolidação do projeto", destacou a governadora Wilma de Faria. Segundo ela, a política de desenvolvimento ora em curso prioriza a captação de investimentos e geração de emprego, como é o caso da Porcellanati.


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