A produção de mel no Rio Grande do Norte está apta a ganhar o mercado europeu após crescer 1000% em dez anos. Os investimentos do Governo do Estado previstos para este ano prometem fomentar a pauta de exportação do produto, cujo único importador hoje é os Estados Unidos. Mais do que o crescimento registrado, sobretudo nos últimos quatro anos, o Estado registrou recorde nos dois primeiros meses deste ano.

Em janeiro, o Estado ficou em quarto lugar no ranking nacional de exportadores e mandou para os Estados Unidos 171 toneladas do produto. O rendimento registrado de US$ 367 mil representou mais do que o dobro do arrecadado no mesmo período de 2008, quando o Estado exportou 76 toneladas e angariou US$ 116 mil. No segundo mês do ano foram 150 toneladas de mel exportadas, rendendo um montante de US$ 310 mil e o 7º lugar no Brasil, contra 19 toneladas comercializadas em fevereiro do ano passado.

A crise financeira mundial pouco tem afetado o setor de apicultura no Rio Grande do Norte, responsável hoje por 20 mil empregos diretos no Estado. O setor segue uma curva ascendente desde 2002, quando produziu 200 toneladas de mel e hoje prevê fechar o ano com a produção de 2.000 toneladas de mel, 11% a mais do que o alcançado em 2008. O crescimento é explicado pelo investimento maciço e direcionado do Governo do Estado ao longo dos últimos anos na produção do mel em comunidades rurais, através de projetos e programas sociais de inserção do homem no campo.

Um exemplo claro deste investimento é o Programa Desenvolvimento Solidário. Através desse programa 3.268 famílias rurais foram beneficiadas com recursos para implantação de projetos de apicultura, entre 2004 e 2007. O investimento de R$ 3,9 milhões pelo Governo do Estado possibilitou a mudança das famílias que antes trabalhavam com agricultura de subsistência, para uma atividade mais rentável no campo – uma forma de investimento econômico para desenvolver a cadeia produtiva do mel no Estado e também social.

A participação oferecida pelo Governo do Estado para a sustentabilidade da cadeia produtiva e crescimento do mel na produção potiguar vem de antes, através da concessão de incentivos fiscais, capacitação, assistência técnica e instalação de novos apiários para os pequenos produtores. Desde 2003, conforme decreto nº 16.777/03, os apicultores recebem isenção fiscal do Estado. Desde então a cadeia é isenta de ICMS nas operações internas e, na comercialização externa, 7%, ao invés de 12%.

Ainda na gestão Wilma de Faria, entrou em funcionamento em Mossoró o Entreposto de Mel Brasil, com capacidade para beneficiar 2.000 toneladas ao mês e responsável pela geração de novas possibilidades de renda para quem explora a atividade. Em 2007, o Rio Grande do Norte ganhou também a maior fábrica de beneficiamento de mel da América Latina, com capacidade de processar 40 mil kg por dia – uma obra de R$ 15 milhões, inaugurada em janeiro do ano passado.

A governadora inaugurou ainda em 2007, também em Mossoró, o Centro de Tecnologia de Apicultura e Meliponicultura do Rio Grande do Norte (Cetec). A unidade de estudos e desenvolvimento da cultura apícola oferece aos produtores suporte técnico para elevar a produção e a qualidade do mel e seus derivados. Para instalar o complexo na fazenda experimental Alagoinha, da Ufersa, o Governo do Estado investiu, junto com o governo federal e Sebrae, cerca de R$ 1 milhão.


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